Novamente evitando postar alguma coisa underground demais. Gryphon foi uma banda de rock progressivo britânica nos anos 70 que fazia um som bastante diferente e com uma instrumentação bem distinta das outras bandas de rock da época. Gryphon tinha uma sonoridade ímpar, misturando música tradicional inglesa com música renascentista e medieval. O grupo foi fundado por Richard Harvey, multi-instrumentistra, e Brian Gulland, músico de instrumentos de sopro, colegas da Royal Academy of Music, como um grupo acústico, mas já com as mesmas influências que caracterizam a banda, porém sem uso de guitarras elétricas e teclados. Com a entrada do baterista e percussionista David Oberlé e do guitarrista Graeme Taylor, o som da banda se estendeu a outros instrumentos.
A instrumentação usada é interessantíssima, abusando dos sopros, como fagotes, flautas de madeira e crumhorns. Em Red Queen to Gryphon Three, há também participação de Ernest Hart tocando orgão e Peter Redding, no contrabaixo, que não são membros do Gryphon.
Red Queen To Gryphon Three é um álbum foda, não é um disco de rock, com toda certeza, soa muito mais como música tradicional inglesa. Totalmente instrumental, com muitas passagens extraordinárias, criativas e muito progressivas. Porém tudo soa simples e pueril e nos remete a sentimentos campestres.
Não farei destaques, pois o disco todo esbanja criativade e musicalidade, usando e abusando de muitos temas musicais criativos e apaixonantes.
Opening Move é uma faixa bem rural, com um tema encantador e muita dinâmica. O tema principal que se repete várias vezes e com vários instrumentos diferentes é encantador, é um disco que já começa chamando atenção e ao contrário do que se espera, quanto mais próximo do final, mais atenção ele consegue do ouvinte.
Second Spasm, também é bem rural e faz um uso enorme, mas não excessivo, dos sopros, com passagens lindas e bucólicas, bem como passagens alucinantes e céleres. Iniciando com muitos sopros e soando bastante renascentista. Nos 3 minutos e 43 segundos começa um trecho encantador, com um uso lindo dos teclados e da guitarra, que lembra uma caminhada por um reino fantástico medieval. Muita atenção a essa faixa, ela é cheia de charme e candura! A sequência instrumental final de Second Spasm que começa aos 5 minutos e 20 é perfeita e muito encantandora.
Em Lament novamente a banda esbanja criativade. A música começa tranquila, com um violão, flautinhas e fagotes fazendo melodias simples, mas muito bonitas. Por volta de 3:20 a música fica mais melancólica, com um violão dedilhado e melodias mais soturnas, com uma linha forte de baixo e bateria. Entre os 5 minutos e 30 há uma mudança drástica do clima da canção, chegando a ser mais próxima do clima pueril do resto do disco. Atenção especial ao tema que se inicia aos 7 minutos e 37 e se estende até o final da 3ª faixa.
E por último: Checkmate! Provavelmente a faixa que inspirou a capa do álbum, soa a mais progressiva de todo disco. Novamente a banda tocando de maneira inspiradora, fazendo uma música que ao mesmo tempo que soa complexa, soa simples e fluente. Essa faixa tem muitas passagens distintas e é com certeza um dos pontos altos do álbum. A sequência instrumental final soa novamente medieval, mostrando o som de uma das bandas britânicas mais inovadoras dos anos 70.
Definitivamente o disco tem ínicio, meio e fim.
Totalmente recomendado.
1 - Opening Move (8:15)
2 - Second Spasm (9:42)
3 - Lament(10:45)
4 - Checkmate(9:50)
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